Conversei com ela esses dias e ela me pareceu estranhamente 'de saco cheio'...
Antes, quando era eu quem ficava com cara de ** e meus amigos me pediam para que eu melhorasse a minha cara, eu não tinha conciência do quanto é ruim ficar perto de alguem desse jeito - ela falou.
Era um desabafo.
Várias vezes eu dizia que havia cansado de vê-la daquele jeito e ela nem se importava.
Mas de uns tempos pra cá, ela melhorou. Se perguntam pra ela como ela está, ela não mais nos responde com o nariz torcido...
E outra. Agora que estava melhor, já conseguira até recuperar um pouco do peso de antes, não se daria ao luxo de andar com pessoas desanimadas.
Não mesmo!!
Ela poderia ter ligado pra outros tantos que gostariam de estar na pele "dele" e mesmo assim a "toupeira" não fez nada...
(Foi isso que eu entendi no relato que ela me contou.)
Não era um 'nada' qualquer. Não queria que acontecesse nada entre eles. Só queria que ele interagisse com seus amigos... Que fosse um pouco mais agradável...
Mas não foi.
Ora ela agitava as mãos pro alto e dizia: "Nunca mais Deus!! Nunca mais...", ora ela arregalava os olhos (eu achei que não fosse possível) e dizia em fúria: "Só não foi pior porque ganhei o CD da dupla...".
Devia ter sido mesmo ruim.
Na verdade ela estava é cansada de ficar triste. De se ver e se comportar como uma pessoa triste.
Ela queria mais...
Queria rir, queria se divertir, zoar e ser zoada.
"É pedir muito??" - Ela me perguntou.
Não acho... Não para alguém como ela, que sofreu e passou por tantas esse ano. Poderia ele ao menos ter representado?
Poderia ter feito o papel de bacana... De bom moço... Poderia ter a convidado para dar uma volta ou tomar um milk shake...
Mas não...
"Disse apenas que não queria dançar, que não gosta de sertanejo e ainda por cima ficou vendo luta livre no telão!! E de braços cruzados!!!" - Esbravejou ela.
Nessa hora, ela já estava com as bochechas vermelhas...
É... eu entendo o caso dela. Deve ter sido ruim mesmo.
Saiu pra se divertir e teve que fazer 'sala' para alguém que não fez o mínimo esforço pra ser ao menos 'agradável'...
"Ah se arrependimento matasse!!" - ela pensou (alto).
Não queria mais pessoas com caras amarradas ou de pouco humor perto dela.
Não mais.
Nem devia...
Ainda bem que poderia escolher as pessoas pra ficar próximas à ela... Imagine se não!??
O ano 'novo' se aproxima. A virada - bem diferente dos dois últimos anos - também.
Novos sonhos, novas metas... Precisava de preparar.
"Esse ano promete!" - Me disse ela.
Eu bem sei o que se passa naquela cabecinha... E se metade das coisas que ela planeja derem certo... Uau!!
Tomara...
Tomara, já que nesse ano não se realizaram nem metade das coisas...
Perguntei à ela qual foi a maior alegria neste ano... A resposta me surpreendeu.
Achei que ela me responderia que foi a carteira de motorista ou o 'retorno' ao movimento da igreja...
Mas ela apenas me respondeu: "Permanecer viva...".
É... ainda tenho muito que conhecer...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Lilly...
Conversando com ela mesma, e, após ser solicitada a ajudar um alguém, ela resolve procurar uma música dita outrora por outro alguém...
"Lilly"... gosta desse nome... dessa escrita... Lembra alguém... Lembra algo...
Lily, my one and only
Lily, my one and only
I can hardly wait til I see her
Silly I know I'm silly
Cause I'm hanging in this tree
In the hopes that she will catch a glimpse of..
..me and thru her window..
..shade (shade) I watch her shadow..
I wonder if she.....
I wonder if she could only see me?
When I'm with her I feel fine
If I could kiss her I wouldn't mind the time
It took to find my...
..Lily..
Cause as they're dragging me away
I swear I saw her raise her hand and wave........GOODBYE
.................................................................................................
Lily, my one and only (tradução)
Lily, minha primeira e única
Mal posso esperar até eu vê-la
Eu sei que sou bobo... bobo
Porque estou pendurado nesta árvore
Na esperança de vislumbra-la...
.. eu vejo através dela janela ..
.. sombra (sombra)
Eu vejo sua sombra ...
Eu me pergunto se ela ...
Eu me pergunto se ela só podia vim me ver?
Quando estou com ela me sinto bem
Se eu pudesse beijá-la eu não me importaria com o tempo
Demorou para encontrar a minha ...
Lily...
Porque está arrastando-me para longe
Eu juro que a vi levantar a mão dela e vaga ...
ADEUS
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Natal...

Conversando com ela mesma, após uma outra conversa com um outro alguém, e depois de relutar muito, decidiu que deveria escrever algo aqueles quem vivenciou situações nesse ano... Deve a cada um deles mais que algumas palavras, mas como hoje é a única coisa que pode...
"Dentro de alguns dias estaremos no último dia do ano de 2008... e depois da meia-noite, virá o Ano Novo... O engraçado é que, teoricamente, continua tudo igual...
Ainda seremos os mesmos.
Ainda teremos os mesmos amigos.
Alguns o mesmo emprego.
O mesmo parceiro(a).
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.
Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...
A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2008, teremos um ano INTEIRO pela frente! Um ano novinho em folha!
Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...
Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos....
365 dias para fazermos o que quisermos...
Sempre há uma escolha.. E, exatamente por isso, eu desejo que vocês façam as melhores escolhas que puderem.
Desejo que sorriam o máximo que puderem.
Cantem a música que quiserem.
Beijem muito.
Amem mais.
Abracem bem apertado.
Durmam com os anjos.
Sejam protegidos por eles.
Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para recomeçar.
Agradeçam as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas. E ninguém pode ou deve questioná-las.
Quero agradecer aos amigos que eu tenho : Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.
Aos que eu fiz este ano.
Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.
Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.
Aos que moram perto e eu vejo sempre.
Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair.
Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.
Aos que ganham e perdem.
Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.
Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que este mundo é mesmo divino.
Obrigado por fazerem parte da minha história..."
Espero que 2009 seja um ano bem mais feliz, amoroso e próspero para todos.
Um beijo a todos meu amigos, colegas e companheiros!!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
A margem de interpretações...
Para ela, é extremamente abrangente dizer qualquer coisa. Qual coisa mesmo.Como há em uma de suas comunidades no orkut: “A sua imaginação é foda!”. E é mesmo.
Algumas situações andaram acontecendo com ela que a mesma não conseguia entender. E passava horas de seu dia incumbida a desvendá-los...
Por várias vezes se via fazendo coisas no automático e sua cabeça longe. Por vezes foi vista falando sozinha enquanto caminhava na rua.
Por vezes foi perguntada – e surpreendida – por perguntas como “Você está bem?” ou “Está ficando louca?”...
É... não dava pra explicar.
E divagando em seus pensamentos, ela teve um súbito. Orkut e MSN eram o que de fato mais confundia...
O orkut por ele próprio é confuso. Nele a pessoa pode se passar por quem ela quiser. O cara pode se chamar Roberto e colocar ‘Nego drama’ que ninguém nota. A menina pode se chamar Beatriz e colocar ‘Princesa do Vale encantado’ com várias borboletinhas e coraçõeszinhos que ninguém fala nada.
E o que falar em foto? Pode colocar a foto da atriz dos “Rebeldes” ou a foto de calendário de mecânica. Quem vai dizer que não é? E ainda tem o álibi de bloquear os álbuns para que somente os amigos possam ver... (Bem útil – pensou ela).
No MSN a mesma coisa. Mas como não tem tanto ‘espaço’, o que dá o impacto é a frase...
Ela leu esses dias uma crônica do Arnaldo Jabour que falava exatamente nisso. Dizia que as frases de MSN muitas vezes falam do estado de espírito do dono – ou o inverso.
Por exemplo (isso está na crônica), a menina acabou de terminar um namoro e quer mostrar pro ex que está ‘por cima da carne seca’ e que está ‘pegando geral’, ela coloca “Meninas esse fim de semana foi fantástico!”. Na verdade ela está na maior deprê mas o ego é demais pra confessar que ainda não o esqueceu.
Tem outros que colocam propagandas e outros tantos que colocam os nomes que mais parecem códigos à serem decodificados...
Normal – Pensou ela.
A algumas semanas atrás ela espumava de raiva por conta de uma frase de um certo alguém. E não conseguia entender porque as pessoas faziam tanta questão de demonstrar o seu ‘momento’...
Mas ao mesmo tempo ela se lembrou de quando ela mesma colocava coisas assim. Faz tempo, mas colocava.
Eram frases que vinham em sonho e que a corroia por dentro... Mas que naquele momento era preciso estravazar aquilo... Mesmo sendo em palavras, mesmo sendo em silêncio...
E por tantas vezes ela mesma chorou em meio a uma conversa com alguém por MSN ou lendo um depoimento em seu orkut...
É normal isso? – Ela perguntava.
Mas voltando ao assunto. Foram várias vezes que ela leu algumas coisas que a interpretava de forma errônea. E por muitas ela sofria. Em vão? Talves necessário naquele momento.
Precisava aprender – e muito – o ‘benefício da dúvida’.
Mas foi horroroso ler e entender que estava sendo ‘deletada’ da vida de alguém ou que alguém precisava estar longe...
Ou ainda que ela era a falsa e que existia uma que era ‘verdadeira’.
Precisaria rebater? Estava disposta a rebater? Seria necessário rebater? Conseguiria rebater?
Não rebateu...
As vezes suas frases são impactantes. Outras mais meigas. Algumas com autoridade. Outras melancólicas. Mas o que mais gostava eram fragmentos de alguma música. Algumas antigas que outrora escutou na rádio. Outras que vinha em sua cabeça ‘do nada’. Algumas com um fundo de verdade. Outras nada a ver com o que se passa. Algumas secular, outras católicas ou evangélicas...
Músicas...
Era um outro meio de pensar inúmeras coisas a respeito.
As vezes – e numa mesma música, as sensações eram diferentes. A vezes a faziam lembrar de coisas boas, as vezes a fazia chorar.
Horas se passaram e ela já estava em casa se arrumando pra deitar quando seu telefone toca...
Alguém muito especial que havia adotado como amiga. Ou teria sido ao contrário?
Era um amor genuíno e que não precisava de muito pra existir. E pelo que se via, era forte o suficiente pra superar qualquer coisa.
Do outro lado da linha, palavras de consolo de apoio. Era só o que preciso – Pensou ela.
(...)
Naquela noite, ela dormiu melhor... Não precisava se esforçar pra entender alguma coisa. Nada era tão importante pra se entender naquele momento... Não ainda.
E prometeu a si mesma que daquele momento em diante não mais daria valor – além do que merecia – para qualquer coisa...
E ficou decidido assim.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Bah!!!

Pretensiosa, eu? – Ela pensou... Seria mesmo?
Lá estava ela em sua cama. Acabara de acordar e mergulhara nessa linha de raciocínio.
De fato: tinha uma lista de ‘pretendentes’ e, como ela mesma sabia, nenhum satisfazia os pré-requisitos feitos por ela outrora.
E isso é bom? – Pensou ela.
Deveras, se sentia sozinha... Mas necessitava mesmo ter ao lado um ‘namorado’?
E foi divagando em pensamentos...
Um era extremamente enigmático. Só sabia de seus reais interesses devido ao mesmo ter tão contato quanto ela com um casal de tios... É um rapaz bonito, mais alto que ela, gosta de música, mora perto de sua casa, da mesma igreja, gentil, disfarça bem mas é super carinhoso, atencioso, carismático, tenta até ser engraçado! É gostoso estar com ele... – Ela pensou.
Um outro é mais tímido... Mas super atencioso. É da mesma igreja, carinhoso, gosta de música, a elogia mesmo estando de pijama... Manda mensagens, escreve scraps, diz que ‘está amando-a’...
Um outro é menos próximo fisicamente. Mas tão carinhoso e atencioso quanto! Nela, ele desperta desconserto... Se sente garotinha perto dele. Está sempre sorrindo e a fazendo sorrir... A leva em lugares estranhos e inesquecíveis... Faz com que ela descubra novos talentos a toda hora...
Um outro é mais direto. ‘te quero’ ele diz... É carinhoso, prestativo e está sempre bem humorado! Gosta de festas e de dançar. Uma graça – pensou ela.
Tem outros... Um que demonstra gostar dela, mas faz um charme... Outro que joga indiretas, mas não faz nada... Um outro que só quer tê-la por perto para provocar um outro alguém... Tem o que diz que ‘ora’ por ela, outro que ainda ‘vai tê-la’... O primo da amiga que hora está apaixonado por ela, hora por sua prima...
Aff!
Levantando da cama meio atordoada, ela foi até o portão – depois de se trocar e escovar os dentes, é claro! – e se sentou na calçada.
E mais pensamentos...
Não era uma má garota... Tão pouco feia. Gostava de música, de dançar, de carros, de estar com os amigos, de ver e tirar fotos, de suco de goiaba, de abraço e colinho, de piscina, de conversar, de dormir, de ver filmes, de sorvete de flocos, de jogar vídeo-game, de modificar suas roupas, de arrumar seu cabelo, de rir e fazer as pessoas rirem, de escutar o que elas tem pra dizer... Se considera carinhosa e dedicada.
Então porque ainda solteira, cara pálida? – Perguntou sua amiga que mora do lado de sua casa.
Não sabia explicar. Não se sentia merecedora de sentimentos de ninguém. Não sabia se era a hora de se envolver com outro alguém ou se devesse esperar um pouco mais.
Estava com medo de sofrer... Era a verdade.
E está vivendo uma nova fase em sua vida. Um ano que começara com muitas expectativas que se frustraram estava se findando. Novos planos e metas estavam sendo traçados...
Deveras, era uma outra pessoa. Do começo do ano até então, de nada se pareciam. Era outra vida, outras idéias, outros conceitos, novas maneiras de pensar e agir.
Sim, havia se tornado uma pessoa mais calada – se é que já não era demais! – Se tornou mais fria também. Relutava antes de qualquer circunstancia... Estava mais cautelosa. E estava mais teimosa também...
Então não era o momento, é isso? – A amiga perguntou.
Não, acho que não... – Ela respondeu.
“Sabe o que não mudou? Seus olhos... são enoooooormes!!!”.
Entrou em casa e uma música teimou em sua cabeça o resto do dia...
Lá estava ela em sua cama. Acabara de acordar e mergulhara nessa linha de raciocínio.
De fato: tinha uma lista de ‘pretendentes’ e, como ela mesma sabia, nenhum satisfazia os pré-requisitos feitos por ela outrora.
E isso é bom? – Pensou ela.
Deveras, se sentia sozinha... Mas necessitava mesmo ter ao lado um ‘namorado’?
E foi divagando em pensamentos...
Um era extremamente enigmático. Só sabia de seus reais interesses devido ao mesmo ter tão contato quanto ela com um casal de tios... É um rapaz bonito, mais alto que ela, gosta de música, mora perto de sua casa, da mesma igreja, gentil, disfarça bem mas é super carinhoso, atencioso, carismático, tenta até ser engraçado! É gostoso estar com ele... – Ela pensou.
Um outro é mais tímido... Mas super atencioso. É da mesma igreja, carinhoso, gosta de música, a elogia mesmo estando de pijama... Manda mensagens, escreve scraps, diz que ‘está amando-a’...
Um outro é menos próximo fisicamente. Mas tão carinhoso e atencioso quanto! Nela, ele desperta desconserto... Se sente garotinha perto dele. Está sempre sorrindo e a fazendo sorrir... A leva em lugares estranhos e inesquecíveis... Faz com que ela descubra novos talentos a toda hora...
Um outro é mais direto. ‘te quero’ ele diz... É carinhoso, prestativo e está sempre bem humorado! Gosta de festas e de dançar. Uma graça – pensou ela.
Tem outros... Um que demonstra gostar dela, mas faz um charme... Outro que joga indiretas, mas não faz nada... Um outro que só quer tê-la por perto para provocar um outro alguém... Tem o que diz que ‘ora’ por ela, outro que ainda ‘vai tê-la’... O primo da amiga que hora está apaixonado por ela, hora por sua prima...
Aff!
Levantando da cama meio atordoada, ela foi até o portão – depois de se trocar e escovar os dentes, é claro! – e se sentou na calçada.
E mais pensamentos...
Não era uma má garota... Tão pouco feia. Gostava de música, de dançar, de carros, de estar com os amigos, de ver e tirar fotos, de suco de goiaba, de abraço e colinho, de piscina, de conversar, de dormir, de ver filmes, de sorvete de flocos, de jogar vídeo-game, de modificar suas roupas, de arrumar seu cabelo, de rir e fazer as pessoas rirem, de escutar o que elas tem pra dizer... Se considera carinhosa e dedicada.
Então porque ainda solteira, cara pálida? – Perguntou sua amiga que mora do lado de sua casa.
Não sabia explicar. Não se sentia merecedora de sentimentos de ninguém. Não sabia se era a hora de se envolver com outro alguém ou se devesse esperar um pouco mais.
Estava com medo de sofrer... Era a verdade.
E está vivendo uma nova fase em sua vida. Um ano que começara com muitas expectativas que se frustraram estava se findando. Novos planos e metas estavam sendo traçados...
Deveras, era uma outra pessoa. Do começo do ano até então, de nada se pareciam. Era outra vida, outras idéias, outros conceitos, novas maneiras de pensar e agir.
Sim, havia se tornado uma pessoa mais calada – se é que já não era demais! – Se tornou mais fria também. Relutava antes de qualquer circunstancia... Estava mais cautelosa. E estava mais teimosa também...
Então não era o momento, é isso? – A amiga perguntou.
Não, acho que não... – Ela respondeu.
“Sabe o que não mudou? Seus olhos... são enoooooormes!!!”.
Entrou em casa e uma música teimou em sua cabeça o resto do dia...
“Já conheci muita gente/Gostei de alguns garotos/Mas depois de você/Os outros são os outros.Ninguém pode acreditar/Na gente separado/Eu tenho mil amigos, mas você foi/O meu melhor namorado.Procuro evitar comparações/Entre flores e declarações/Eu tento te esquecer/A minha vida continua/Mas é certo que eu seria sempre suaQuem pode me entender.Depois de você/Os outros são os outros e só.São tantas noites em restaurantes/Amores sem ciúmes/Eu sei bem mais do que antes/Sobre mãos, bocas e perfume.Eu não consigo achar normal/Meninas do seu lado/Eu sei que não merecem Mais que um cinema/Com meu melhor namorado...”.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Nervosa, ela??

Depois da última aula de volante e depois de se negar a fazer as aulas extras que seu instrutor havia recomendado, ela, depois de muita insistência de sua amiga resolve fazer apenas uma, no dia do exame. O horário? As 7hs da manhã...
No sábado, exatos oito dias antes seu irmão, com a maior calma do mundo, sai com ela pra dar uma volta. Já na primeira curva ela deixa um desenho em outro carro. Surreal...
Chorou a manhã inteira ouvindo João Bosco e Vinicius... “Coração idiota, parece que gosta de me fazer sofrer...”.
Aff!
Aquela semana seria um sacrilégio! De segunda a sexta seu estomago não deu folga. Chegou a vomitar tantas vezes que tinha medo de comer... Era dor o dia inteiro! E era só pensar no exame e lá vinha uma coisa ruim na garganta, uma fraqueza nas pernas, uma vontade de desistir, um pensamento de impotência...
E os dias foram se arrastando. E muita coisa mudou. Seu cabelo mesmo...
Um dia antes sua prima vem lhe fazer uma visita. E seu pai – um tanto estranho – ela pensou, deixou o carro para que ela desse uma volta.
Foi bom...
Mas a insegurança era demais.
Naquele mesmo dia ela parara na enfermaria da clínica e tomara um remédio venoso que a deixou mole...
Ao chegar em casa, ela se banhou e deitou em sua cama. Não comeria. Medo...
Uma ligação...
Força e palavras carinhosas vindas do outro lado. Ela até conseguiu relaxar... Mas seus olhos manavam lágrimas desobedientes...
Na manhã seguinte ela se levantou e no meio de seu banho pensou em não ir... Não se sentia segura. E se acontecesse um acidente? E se ela reprovasse? E se passasse mal no meio do exame?
Depois da aula ela se sentiu menos ruim... Estava até confiante!
Foi pra casa de sua tia. E lá ela teve o apoio que precisava. Apoio e incentivo.
Saiu de lá feliz!
Ao chegar no local do exame, vários amigos a esperavam. Foram lá acompanhar o resultado.
Mais nervosa ainda, ainda foi ao banheiro duas vezes.
Era a penúltima de seu carro. Quando seu instrutor se aproximou e lhe disse que seria a próxima ela teve vontade de sair correndo. Já?
Entrando no carro, já no primeiro contato com os examinadores – um homem ao lado e uma senhora no banco de trás – ela solta a velha piada da foto na identidade...
E o percurso foi assim... Em meio a conversa deles com ela e dela com eles.
Um único erro. Colocou uma marcha errada...
Seria o fim? Game over? Já era?
Sua garagem foi uma pintura de linda... Não dava pra reclamar. Valeu a pena...
Mas e a marcha errada?
Na espera do resultado uma surpresa - um de seus amigos não havia passado...
E ela na espectativa...
Ao ouvir seu nome ser chamado na guarita, num solavanco de umbigo, lá foi ela receber... Sua identidade e um pequeno papel dobrado... Nele escrito: APTO.
Era felicidade demais!
Quase não se continha de tanta... Na dúvida ligou pra sua mãe... Do outro lado um tom de felicidade e uma frase ‘broxante’: “Tinha que ficar feliz assim quando passar num concurso, no vestibular...”.
É... não poderia esperar mais que isso mesmo...
De lá – e na chuva – ela foi almoçar na casa de um de seus amigos.
A felicidade era transbordante. Nem se lembrava mais de quando se sentiu daquela forma!
Mandou mensagem pra um monte de gente e foi pra casa de uma outra amiga.
Naquele dia ela tentou falar com ele várias vezes... Mas sem resultado.
Se deitou naquela noite com uma sensação de poder... Era felicidade, poder, alívio...
O estômago? Curado...
No sábado, exatos oito dias antes seu irmão, com a maior calma do mundo, sai com ela pra dar uma volta. Já na primeira curva ela deixa um desenho em outro carro. Surreal...
Chorou a manhã inteira ouvindo João Bosco e Vinicius... “Coração idiota, parece que gosta de me fazer sofrer...”.
Aff!
Aquela semana seria um sacrilégio! De segunda a sexta seu estomago não deu folga. Chegou a vomitar tantas vezes que tinha medo de comer... Era dor o dia inteiro! E era só pensar no exame e lá vinha uma coisa ruim na garganta, uma fraqueza nas pernas, uma vontade de desistir, um pensamento de impotência...
E os dias foram se arrastando. E muita coisa mudou. Seu cabelo mesmo...
Um dia antes sua prima vem lhe fazer uma visita. E seu pai – um tanto estranho – ela pensou, deixou o carro para que ela desse uma volta.
Foi bom...
Mas a insegurança era demais.
Naquele mesmo dia ela parara na enfermaria da clínica e tomara um remédio venoso que a deixou mole...
Ao chegar em casa, ela se banhou e deitou em sua cama. Não comeria. Medo...
Uma ligação...
Força e palavras carinhosas vindas do outro lado. Ela até conseguiu relaxar... Mas seus olhos manavam lágrimas desobedientes...
Na manhã seguinte ela se levantou e no meio de seu banho pensou em não ir... Não se sentia segura. E se acontecesse um acidente? E se ela reprovasse? E se passasse mal no meio do exame?
Depois da aula ela se sentiu menos ruim... Estava até confiante!
Foi pra casa de sua tia. E lá ela teve o apoio que precisava. Apoio e incentivo.
Saiu de lá feliz!
Ao chegar no local do exame, vários amigos a esperavam. Foram lá acompanhar o resultado.
Mais nervosa ainda, ainda foi ao banheiro duas vezes.
Era a penúltima de seu carro. Quando seu instrutor se aproximou e lhe disse que seria a próxima ela teve vontade de sair correndo. Já?
Entrando no carro, já no primeiro contato com os examinadores – um homem ao lado e uma senhora no banco de trás – ela solta a velha piada da foto na identidade...
E o percurso foi assim... Em meio a conversa deles com ela e dela com eles.
Um único erro. Colocou uma marcha errada...
Seria o fim? Game over? Já era?
Sua garagem foi uma pintura de linda... Não dava pra reclamar. Valeu a pena...
Mas e a marcha errada?
Na espera do resultado uma surpresa - um de seus amigos não havia passado...
E ela na espectativa...
Ao ouvir seu nome ser chamado na guarita, num solavanco de umbigo, lá foi ela receber... Sua identidade e um pequeno papel dobrado... Nele escrito: APTO.
Era felicidade demais!
Quase não se continha de tanta... Na dúvida ligou pra sua mãe... Do outro lado um tom de felicidade e uma frase ‘broxante’: “Tinha que ficar feliz assim quando passar num concurso, no vestibular...”.
É... não poderia esperar mais que isso mesmo...
De lá – e na chuva – ela foi almoçar na casa de um de seus amigos.
A felicidade era transbordante. Nem se lembrava mais de quando se sentiu daquela forma!
Mandou mensagem pra um monte de gente e foi pra casa de uma outra amiga.
Naquele dia ela tentou falar com ele várias vezes... Mas sem resultado.
Se deitou naquela noite com uma sensação de poder... Era felicidade, poder, alívio...
O estômago? Curado...
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